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    Circo!
    Circo! «€20.00»

    Jorge Tavares – Circo! – Editora Nova Critica – Porto – 1978. Desc. 145 pág / 21 cm x 14 cm / E. Ilust.

     

     

    Circo (do latim circus, “circunferência”)  é  comummente   uma  companhia   em  colectivo  que reúne artistas de diferentes especialidade como malabarismo, palhaço, acrobacia, monociclo, contorcionismo, equilibrismo, ilusionismo, entre outros.  A  palavra  também  descreve o tipo  de  apresentação  feita  por  esses  artistas, normalmente  uma  série  de  actos  coreografados  à  músicas. Um circo  é  organizado  em  uma arena – picadeiro   circular,  com   assentos  em  seu entorno, enquanto  circos  itinerantes costumam se apresentar  sob  uma  grande  tenda ou lona. Dos  chineses aos gregos, dos egípcios aos indianos, quase todas as civilizações antigas já praticavam algum tipo de arte circense há pelo menos mil anos, todavia, o circo como se conhece hoje só começou a tomar forma durante o Império Romano. O primeiro a se tornar famoso foi o Circus Maximus, que teria sido inaugurado no século VI A.C., com capacidade para 150 mil pessoas. A atracão principal eram as corridas de carruagens, mas, com o tempo, foram acrescentadas as lutas de gladiadores, as apresentações de animais selvagens e de pessoas com habilidades incomuns, como engolidores de fogo. Destruído por um grande incêndio, esse anfiteatro foi substituído, em 40 A.C., pelo Coliseu, cujas ruínas até hoje compõem o cartão postal número um de Roma. A Roma por sua vez, tem papel muito importante na história do circo. Com o fim do império dos Césares e o início da era medieval, artistas populares passaram a improvisar suas apresentações em praças públicas, feiras e entradas de igrejas. “Nasciam assim as famílias de saltimbancos, que viajavam de cidade em cidade para apresentar seus números cómicos, de pirofagia, malabarismo, dança e teatro”. Tudo isso, porém, não passa de uma pré-história das artes circenses, porque foi só na Inglaterra do século XVIII que surgiu o circo moderno, com seu picadeiro circular e a reunião das atracções que compõem o espectáculo ainda hoje. Cavaleiro de 1 001 habilidades, o ex-militar inglês Philip Astley inaugurou, em 1768, em Londres, o Royal Amphitheatre of Arts (Anfiteatro Real das Artes), para exibições equestres. Para quebrar a seriedade das apresentações, alternou números com palhaços e todo tipo de acrobata e malabarista. O sucesso foi tamanho que, cinquenta anos depois, o circo inglês era imitado não só no resto do continente europeu, mas atravessara o Atlântico e se espalhara pelos quatro cantos da Terra. A história do circo no Brasil começa no século XIX, com famílias e companhias vindas da Europa, onde se agruparam em guetos e manifestavam sentimentos diversos através de interpretações teatrais onde não demonstravam apenas interesses individuais e sim despertavam consciência mútua. No Brasil, mesmo antes do Cirque Du Soleil, já havia os ciganos que vieram da Europa, onde eram perseguidos. Sempre houve ligação dos ciganos com o circo. Entre suas especialidades incluíam-se a domadores de ursos, o ilusionismo e as exibições com cavalos.Eles viajavam de cidade em cidade, e adaptavam seus espectáculos ao gosto da população local. Números que não faziam sucesso na cidade eram tirados do programa. O novo circo é um movimento recente que adiciona às técnicas de circo tradicionais a influência de outras linguagens artísticas como a dança e o teatro, levando em conta que a música sempre fez parte da tradição circense. No Brasil existem atualmente vários grupos pesquisando e utilizando esta nova linguagem. Há uma grande controvérsia sobre o uso de animais em circos, há duas correntes de pensamento, com prós e contras o uso de animais em shows. Segundo a corrente de pessoas que são contra o uso de animais em circo, seu uso tem sido graduadamente abandonado, uma vez que tais animais por vezes sofriam maus-tratos (tais como dentes precária-mente serrados, jaulas minúsculas, estresse etc.) e, além disso, eram frequentemente abandonados, já que a manutenção de grandes animais, como tigres e elefantes demanda muito dinheiro.1 Há ainda inúmeros casos em que acidentes, principalmente envolvendo animais selvagens, nos quais pessoas saem feridas ou até mesmo mortas, como o caso de uma garota chinesa, atacada por um tigre. Por outro lado existem inúmeros circos brasileiros que possuem infraestrutura e recursos para manterem seus animais, com auxilio de biólogos e veterinários contratados para garantir o bem estar dos animais. A maioria deles com documentação do Ibama. Existem raros casos de acidentes envolvendo animais selvagens, nos quais pessoas saem feridas ou até mesmo mortas. Actualmente é proibido o uso de animais em algumas cidades, mas na maioria dos municípios brasileiros ainda é permitida sua exibição, tendo em vista que não há uma legislação federal que regule a matéria. Alguns empresários circenses, artistas, produtores culturais e estudiosos lutam para que seja aprovada uma legislação federal que regulamente o uso de animais em circos.


  • Evocações do Passado

    Evocações do Passado
    Evocações do Passado «€35.00»

    José Pedro do Carmo – Evocações do Passado «O Fado – Touradas – Tipos Populares das Ruas – Bailes Campestres – O Carnaval – As Hortas – As Feiras – Teatro – Edição da Empresa Nacional de Publicidade – Lisboa – 1943. Desc. 204 pág / 20 cm x 13 cm / Br.


  • Romeu Correia «O Homem e o Escritor»

    Romeu Correia «O Homem e o Escritor»
    Romeu Correia «O Homem e o Escritor» «€30.00»

    Alexandre M. Flores – Romeu Correia «O Homem e o Escritor» – Edição Câmara Municipal de Almada – Almada – 1987. Desc. 182 pág + 38 Estampas Fotografadas/ 24 cm x 17 cm/ Br.

    Romeu Correia nasceu em 1917, em Almada, e faleceu em 1996 na mesma cidade. Foi um homem da cultura e do desporto com verdadeira alma almadense, pois muito cedo começou a participar nas actividades da sua terra natal. Viveu intensamente uma primeira fase da sua vida dedicada ao desporto, chegando a campeão nacional em atletismo e boxe. Com a sua mulher, a atleta Almerinda Correia, teve uma escola de atletismo em Almada, propiciando a prática do desporto a muitos jovens nos anos quarenta. Depois de muitas experiências de vida e de variadas profissões, Romeu Correia acaba por seguir a sua vocação literária, que lhe daria os melhores frutos. Destacou-se como dramaturgo e ficcionista, inserindo-se inicialmente na corrente neo-realista. Foi, nos últimos anos da sua vida, o autor mais representado por grupos profissionais e amadores de teatro em Portugal, recebendo o Prémio 25 de Abril atribuído pela Associação de Críticos Teatrais, em 1984. Além do seu teatro de cariz humanista e de raízes populares, a sua ficção merece toda a atenção, pois é a face da sua obra menos conhecida do grande público, e sem razão.


  • Memórias de Maurice Chevalier

    Memórias de Maurice Chevalier
    Memórias de Maurice Chevalier «€15.00»

    Marcel Pagnol – Memórias de Maurice Chevalier – Livraria Bertrand – Lisboa – 1968. Desc. 295 Pagi /21,5 cm x 16 cm /E.

     Pagnol nasceu em 28 de Fevereiro de 1895, em Aubagne , Bouches-du-Rhône departamento , no sul da França perto de Marselha , o filho mais velho do professor Joseph Pagnol  e costureira Agostinho Lansot. Marcel Pagnol cresceu em Marselha com seu jovem irmãos Paulo, René, e irmã mais nova Germaine.Para espanto de seu pai, Pagnol aprendeu a ler em uma idade jovem.  Sua mãe, no entanto, não permitiu que ele tocasse um livro até que ele tinha seis anos “por medo de explosão cerebral”. Em julho 1904 , a família alugou oNeuve Bastide ,  – uma casa na aldeia sonolenta provençal de La Treille -. das férias de Verão, o primeiro de muitos gastos no campo montanhoso entre Aubagne e Marselha  Sobre o mesmo tempo, saúde de Agostinho, que nunca tinha sido robusto, começou a visivelmente declinar e em 16 junho de 1910, ela sucumbiu a uma infecção no peito ( “mal de poitrine” ) e morreu, aos 36 anos. José casou-se novamente em 1912. Em 1913 , com a idade de 18 anos, Marcel passou seu bacharelado em filosofia e começou a estudar literatura na Universidade de Aix-en-Provence. Quando a Primeira Guerra Mundial começou, ele foi chamado para a infantaria, em Nice, mas em janeiro de 1915, ele foi dispensado por causa de sua constituição pobres ( “faiblesse de Constituição” ).Em 2 de março de 1916, ele se casou com Simone Colin em Marselha e em novembro se formou em Inglês.  Ele se tornou um professor de Inglês, ensinando em várias faculdades locais e em um liceu em Marselha Em 1922, ele se mudou para Paris , onde ensinou Inglês até 1927, quando ele decidiu, em vez de dedicar sua vida a dramaturgo. Durante este tempo, ele pertencia a um grupo de jovens escritores, em colaboração com um dos quais, Paulo Nivoix , ele escreveu a peça, comerciantes de Glória , que foi produzido em 1924. Este foi seguido, em 1928, por Topaze , uma sátira baseada em ambição. Exilado em Paris, retornou nostalgicamente às suas raízes provençais, tendo este como seu cenário para sua peça, Marius , que mais tarde tornou-se o primeiro filme Pagnol em 1931 . Separado de Simone Collin desde 1926 (embora não se divorciaram até 1941), formou um relacionamento com a jovem dançarina Inglês Kitty Murphy:. Seu filho, Jacques Pagnol, nasceu em 24 de setembro de 1930  (Jacques tarde tornou-se assistente de seu pai e posteriormente um cinegrafista de France 3 Marseille ).Em 1926, em uma visita a Londres, Pagnol participou de uma exibição de um dos primeiros filmes a falar e ele estava tão impressionado que decidiu dedicar seus esforços para cinema. Ele contactou Paramount Imagem estúdios e sugeriu adaptar seu jogo Marius para o cinema. Este foi dirigido por Alexander Korda e lançado em 10 de Outubro de 1931. Tornou-se um dos primeiros sucesso de língua francesa filmes que falam. Em 1932 fundou Pagnol seus próprios estúdios de produção de filmes no campo, perto de Marselha. Na próxima década Pagnol produziu seus próprios filmes, tendo muitos papéis diferentes na produção – director financeiro, roteirista, diretor de estúdio, e língua estrangeira tradutor script – e empregar os maiores atores franceses da época. Em 4 de Abril de 1946, Pagnol foi eleito para a Académie Française , tendo sua sede em Março de 1947, o primeiro cineasta a receber esta honra. Em seus filmes, Pagnol transfere seus talentos de dramaturgia para o grande ecrã. Seu estilo de edição é sombrio reservados, colocando ênfase no conteúdo de uma imagem.Como naturalista pictórica, Pagnol confia em filme como arte para transmitir um significado mais profundo e não apenas uma ferramenta para contar uma história. Pagnol também teve um grande cuidado no tipo de actores que ele empregados, contratar atores locais para aparecer em seus filmes para destacar seus sotaques originais e cultura. . Semelhante a suas peças, Pagnol enfatiza diálogo e musicalidade de seus filmes. O tema de muitos filmes de Pagnol gira em torno da observação aguda de rituais sociais. O uso de símbolos intercambiáveis e recorrendo  papéis do caráter, tais como pais orgulhosos e crianças rebeldes, Pagnol ilumina a vida provinciana da classe mais baixa. Notavelmente, Pagnol também frequentemente compara mulheres e terra, mostrando tanto pode ser estéril ou fértil. Acima de tudo, todo o Pagnol usa isso para ilustrar a importância dos laços humanos e a sua renovação. Em 1945, Pagnol re-casados, a atriz Jacqueline Bouvier . Eles tiveram dois filhos juntos, Frédéric (nascido em 1946) e Estelle (nascido em 1949). Estelle morreu com a idade de dois. Pagnol foi tão devastada que ele fugiu do sul e voltou a morar em Paris. Ele voltou a escrever peças, mas depois de sua próxima peça foi mal recebida, ele decidiu mudar seu trabalho mais uma vez e começou a escrever uma série de romances autobiográficos – Souvenirs d’enfance – com base em suas experiências de infância. Em 1957, os dois primeiros romances da série, La Gloire de mon père e Le château de ma mère foram publicados a aclamação instante. O terceiro Le Temps des segredos foi publicado em 1959;  embora as quarta Le Temps des Amours era permanecer inacabado e não foi publicado até 1977, depois de sua morte. Enquanto isso, Pagnol virou-se para uma segunda série, L’Eau des Collines – Jean de Florette e Manon des Sources – que incidiu sobre as maquinações da vida camponesa provençal na virada do século XX e foram publicados em 1962.  Pagnol morreu em Paris em 18 de abril de 1974. Ele foi enterrado em Marselha no cemitério La Treille , junto com sua mãe e seu pai, irmãos e esposa. Seu amigo de infância, David Magnan ( Lili des Bellons nos autographies), morreu na Segunda Batalha do Marne , em julho de 1918, e foi enterrado nas proximidades. Pagnol a adaptar seus próprios filmes Manon des Sources , com sua esposa, Jacqueline, no papel título, em duas novelas, Jean de Florette e Manon des Sources , coletivamente intitulado L’Eau des Collines . Na década de 1980, ambos os livros foram adaptados para o cinema por volta cineasta Claude Berri , de fama internacional. Reminiscências afectivas Pagnol de infância, La Gloire de mon père e Le château de ma mère também foram filmados com sucesso por Yves Robert , em 1990.


  • Blanco y Negro «Revista Ilustrada» 1905-1905

    Blanco y Negro «Revista Ilustrada» 1905
    Blanco y Negro «Revista Ilustrada» 1905 «€60.00»

    Blanco y Negro «Revista Ilustrada» Ano -Tomo – XV , Madrid, 7 de Janeiro Nº 714 ao Nº 764 de 23 de Dezembro de 1905 (Completo) . Desc. 24 Revista E/ 28 cm x 21 cm /  Encadernação de Origem.


  • Opúsculos

    Opusculos
    Opúsculo «€150.00»

    Alexandre Herculano – Opúsculo – Tomo – I «A Voz do Propheta»«Theatro – Moral – Censura»«Os Egressos»«Da Instituição das Caixas Económicas»«as Freiras de Lorvão»«Os Archivos Ecclesiasticos»«A Supressão das Conferencias  do Casino» /  Opúsculo – Tomo – II «Momentos Práticos»«da Propriedade Litteraria»«Cartas a Academia das Ciências»«Mousinho da Silveira»«cartas aos Leitores do Circulo de Cintra-Manifesto da Associação popular Promotora»«da Educação do Sexo Feminino» / Opúsculo – Tomo – III «Eu e o Clero»«Considerações Pacificas»«Solemnia Verba 1ª»«Solemnia Verba 2ª»«A Sciencia Arábico Académica»«Do Estado das Classes Servas na Península Desde o VIII Até o XII Século 1858» / Opúsculo – Tomo – IV «Os Vínculos (1856)»«A Emigração (1873-1875) /  Opúsculo – Tomo – V « Historiares Portuguese (1839-1840)»«Cartas Sobre a Historia de Portugal (1842)»«Respostas as Censuras de Vilhena Saldanha(1846)»«Da Existência e não Existência do Feudalismo em Portugal(1875-1877)» / Opúsculo – Tomo – VI «Uma Villa-Nova antiga (1834)»«Cogitações soltas de um Homem Obscuro(1846)»«Archeologia Portuguesa(1841-1843)»«Pouca Luz em Muitas Trevas(1579-1580)»«Apontamentos Para a História dos Bens da Coroa e dos Foraes  1843-1844» / Opúsculo – Tomo – VII «Duas Épocas e Dois Monumentos ou a Granja Real de Mafra(1843)»«Breves Reflexões Sobre Alguns Pontos de Economia Agrícola(1849)»«A Granja do Calhariz(1851)»«Projecto de Decretos(1851)»«O Paiz e a Nação(Artigos Publicados no Jornal-«O Paiz»(1851)»«Representação da Câmara Municipal de Belém ao Governo(1854)»«Projecto de caixa de Socorros Agrícolas(1855)»«Sobre a Questão dos Foraes(1858)» / Opúsculo – Tomo – VIII «Da Pena de Morte(1839)»«A Imprensa(1838)»«da Eschola Polytechnica  do Collegio das Nobres(1841)»«Nota»«Instrução Publica(1841)»«Uma Sentença Sobre Bens Reguengos(1842)»«A Eschola Polytechica e o Monumento(1843)»«Um Livro de V.F.Netto de Paiva(1843)» / Opúsculo – Tomo – IX «Qual é o estado Literatura? Qual o Trilho que ela Hoje tem a Seguir? Poesia: Limitação – Bello  – Unidade – Origens do Teatro Moderno- Teatro Português até  aos Fins do Século XVI»«Novelas de Cavalaria Portuguesa»«História do Teatro Moderno- Teatro Espanhol»«Crenças Populares Portuguesas ou Superstições Populares»«A Casa de Gonsalo(Comédia em Cinco Actos»«Elogio Histórico de Sebastião Xavier Botelho»«D. Maria Telles(Drama em Cinco Actos)»«D.Leonor D’Almeida, Marquez D’Alorna» / Opúsculo – Tomo – X «a Relação Ultramontana em Portugal ou a Concordata de 21 de Fevereiro 1857»«Analyse da Sentença dada no Juízo de Primeira Instanciá da Villa de Santarém Entre partes_ José da Silva rato, e a Misericórdia da Mesma Villa como administradora do Hospital de Jesus-Christo Acerca da Herança de Maria da Conceição(1860)»«As Heranças e os Institutos Pios» -Tavares Cardoso & Irmão – Editores/Antiga Casa Bertrand – José Bastos & C.º- Editores – Lisboa -1897/1908- Desc. 297 + 300 + 301  + 281 + 321 + 341 + 292 + 326 + 301 + 286 pags / 18 cm x 12,5 cm  / E.

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    Alexandre Herculano nasceu no Pátio do Gil, à Rua de São Bento, em 28 de Março de 1810; a mãe, Maria do Carmo Carvalho de São Boaventura, filha e neta de pedreiros da Casa Real; o pai, Teodoro Cândido de Araújo, era funcionário da Junta dos Juros (Junta do Crédito Público). Na sua infância e adolescência não pode ter deixado de ser profundamente marcado pelos dramáticos acontecimentos da sua época: as invasões francesas, o domínio inglês e o influxo das ideias liberais, vindas sobretudo da França, que conduziriam à Revolução de 1820. Até aos 15 anos frequentou o Colégio dos Padres Oratorianos de S. Filipe de Néry, então instalados no Convento das Necessidades em Lisboa, onde recebeu uma formação de índole essencialmente clássica, mas aberta às novas ideias científicas. Impedido de prosseguir estudos universitários (o pai cegou em 1827, ficando impossibilitado de prover ao sustento da família) ficou disponível para adquirir uma sólida formação literária que passou pelo estudo de inglês, francês, italiano e alemão, línguas que foram decisivas para a sua obra literária. Estudou Latim, Lógica e Retórica no Palácio das Necessidades e, mais tarde, na Academia da Marinha Real, estudou matemática com a intenção de seguir uma carreira comercial. Com apenas 21 anos, participará, em circunstâncias nunca inteiramente esclarecidas, na revolta de 21 de Agosto de 1831 do Regimento n.° 4 de Infantaria de Lisboa contra o governo ditatorial de D. Miguel I, o que o obrigará, após o fracasso daquela revolta militar, a refugiar-se num navio francês fundeado no Tejo, nele passando à Inglaterra e, posteriormente, à França (Rennes), indo depois juntar-se ao exército Liberal de D. Pedro IV, na Ilha Terceira (Açores). Alistado como soldado no Regimento dos Voluntários da Rainha, como Garrett, é um dos 7.500 “Bravos do Mindelo”, assim designados por terem integrado a expedição militar comandada por D. Pedro IV que desembarcou, em 8 de Julho de 1832, na praia do Mindelo (na verdade, um pouco mais a sul, na praia de Arnosa de Pampelido, um pouco a Norte do Porto – hoje “praia da Memória”), a fim de cercar e tomar a cidade do Porto (ver Desembarque do Mindelo e Cerco do Porto). Como soldado, participou em acções de elevado risco e mérito militar. Iniciado na maçonaria em data e local desconhecidos, porventura durante o exílio em Inglaterra, ou antes, cedo a abandonouNomeado por D. Pedro IV como segundo bibliotecário da Biblioteca do Porto, aí permaneceu até ter sido convidado a dirigir a Revista Panorama, de Lisboa, revista de carácter artístico e científico de que era proprietária a Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, patrocinada pela própria rainha D. Maria II, de que foi redactor principal de 1837 a1839. Em 1842 retomou o papel de redactor principal e publicou o Eurico o Presbítero, obra maior do romance histórico em Portugal no século XIX. Mas a obra que vai transformar Alexandre Herculano no maior português do século XIX é a sua História de Portugal, cujo primeiro volume é publicado em 1846. Obra que introduz a historiografia científica em Portugal, não podia deixar de levantar enorme polémica, sobretudo com os sectores mais conservadores, encabeçados pelo clero. Atacado pelo clero por não ter admitido como verdade histórica o célebre Milagre de Ourique – segundo o qual Cristo aparecera ao rei Afonso Henriques naquela batalha -, Herculano acaba por vir a terreiro em defesa da verdade científica da sua obra, desferindo implacáveis golpes sobre o clero ultramontano, sobretudo nos Opúsculos Eu e o Clero e Solemnia Verba. O prestígio que a História de Portugal lhe granjeara leva a Academia das Ciências de Lisboa a nomeá-lo seu sócio efectivo (1852) e a encarregá-lo do projecto de recolha dos Portugaliae Monumental Historica (recolha de documentos valiosos dispersos pelos cartórios conventuais do país), projecto que empreende em 1853 e 1854. Herculano permanecerá fiel aos seus ideais políticos e à Carta Constitucional, que o impedira de aderir ao Setembrismo. Apesar de estreitamente ligado aos círculos do novo poder Liberal (foi deputado às Cortes e preceptor do futuro Rei D. Pedro V), recusou fazer parte do primeiro Governo da Regeneração, chefiado pelo Duque de Saldanha. Recusou honrarias e condecorações e, a par da sua obra literária e científica, de que nunca se afastou inteiramente, preferiu retirar-se progressivamente para um exílio que tinha tanto de vocação como de desilusão. Numa carta a Almeida Garrett confessara ser seu mais íntimo desejo ver-se entre quatro serras, dispondo de algumas leiras próprias, umas botas grosseiras e um chapéu de Braga. Ainda desempenhando o cargo de Presidente da Câmara de Belém (1854 a 1855), cargo que abandona rapidamente. Quando se começou a fazer muito eco na imprensa e política portuguesa para promover o iberismo, em 1861, foi criada a Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640 contra essa vontade e, entre outros nomes, que constam dela é o nosso Herculano que imediatamente a ela se uniu nesse ideal de raiz patrióticaEm 1867, após o seu casamento com D. Mariana Meira, retira-se definitivamente para a sua quinta de Vale de Lobos (Azoia de Baixo, Santarém) para se dedicar (quase) inteiramente à agricultura e a uma vida de recolhimento espiritual – ancorado no porto tranquilo e feliz do silêncio e da tranquilidade, como escreverá na advertência prévia ao primeiro volume dos Opúsculos. Em Vale de Lobos, Herculano exerce um autêntico magistério moral sobre o País. Na verdade, este homem frágil e pequeno, mas dono de uma energia e de um carácter  de um exemplo de fidelidade a ideais e a valores que contrastavam com o pântano da vida pública portuguesa. Isto dá vontade de morrer!, exclamara ele, decepcionado pelo espectáculo torpe da vida pública portuguesa, que todos os seus ideais. Aquando da segunda viagem do Imperador do Brasil a Portugal, em 1867, Herculano entendeu retribuir, em Lisboa, a visita que o monarca lhe fizera em Vale de Lobos, mas devido à sua débil saúde contraiu uma pneumonia de que viria a falecer, em Vale de Lobos, em 13 de Setembro de 1877. Herculano foi o responsável pela introdução e pelo desenvolvimento da narrativa histórica em Portugal. Juntamente com Almeida Garrett, é considerado o introdutor do Romantismo em Portugal, desenvolvendo os temas da incompatibilidade do homem com o meio social. Alexandre Herculano casou, em 1 de Maio de 1867, com Mariana Hermínia de Meira. Morreu na sua quinta de Vale de Lobos, Azoia de Baixo, (Santarém) em 13 de Setembro de 1877. Encontra-se sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.


  • Les Origines Italiennes de L’Architectura Thétrale Moderne

    Les Origines Italiennes de L'Architectura Thétrale Moderne
    Les Origines Italiennes de L’Architectura Thétrale Moderne «€150.00»

    Helene Leclerc – Les Origines Italiennes de L’Architectura Thétrale Moderne «L’Évolution Des Formes em Italie de la Renaissance  a la Fin du XVII e Siècle – Librairie E. Droz – Paris – 1946 . Desc. 251 paginas + Pi. LXVIII / 25 cm x 17 cm / E. Pele


  • Revista Ilustração

    Revista Ilustração - Nº 65 ao Nº96
    Revista Ilustração – Nº 65 ao Nº 96 «€60.00»

    Revista Ilustração – Nº 65 ao Nº 96 de 1 de Setembro de 1928 a 16 de Dezembro de 1929 com Encadernação de Pele  em 31 Revistas de / 33 cm x 26 cm / – Publicação Quinzenal da Direcção de João da Cunha de Eça e João de Sousa Fonseca – propriedade e Edição Aillaud, Lda – Lisboa


  • Sorte Grande (30 Contos por 10$00)-1000

     Sorte Grande (30 Contos por 10$00) «€15.00»
    Sorte Grande (30 Contos por 10$00) «€15.00»

    Armando Ferreira – Sorte Grande (30 Contos por 10$00)  Livraria Editora Guimarães & C.ª – Lisboa – 1942 .Desc. 216 pág / 19 cm x 12,5 cm / Br. «1 Edição»

     

     

     

    Armando Ferreira  Escritor  1893-1968 Armando da Silva Ferreira, escritor, jornalista, engenheiro e professor do  ensino técnico nasceu em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1893. Frequentou o  Instituto Superior Técnico, onde obteve o diploma de engenheiro, em 1918.  Foi assistente neste Instituto e nesse mesmo ano, foi nomeado engenheiro do  Ministério da Agricultura.  No ano seguinte foi convidado a ocupar o cargo de secretário da «Anglo  Portuguese Telephone (vulgarmente conhecida por Companhia dos Telefones)  onde esteve durante longos anos. Foi também professor do Instituto Industrial  de Lisboa e director da revista técnica Indústria e Ciência.  Mas o exercício destes cargos não perturbou o gosto que manifestou, desde  muito cedo, pela literatura e pelo jornalismo.  No ano da sua licenciatura entrou como redactor para o jornal A Capital, onde  esteve durante sete anos, até 1925, tendo chegado a chefe de redacção.  Colaborou no folhetim das terças-feiras do Comércio do Porto e manteve  outras colaborações assíduas em diversas publicações, tais como ABC, Século  Ilustrado, Risota, Civilização, Dominó, Gazeta dos Caminhos-de-ferro,  Ilustração Portuguesa, Jornal da Europa, Zé (1914-1915), entre outros.  Considerado um digno continuador do estilo de Gervásio Lobato 1 e André  Brun 2, que chegou a ser seu colega de redacção, a sua numerosa obra literário estendeu-se aos mais diversos géneros literários, tendo alcançado fama de  humorista dos mais populares. Escreveu artigos, crónicas, folhetins, contos e  versos entre os quais se contam: Pirilampos (versos), 1911; Rosário (versos), 1912; Era uma vez (contos), 1915;  À la minute… (contos), 1916; Guida (romance), 1916; Contos do Vigário, 1917;  Do amor à loucura (novela), 1917; A menina dos olhos castanhos (novela),  1917; Os humildes (contos), 1917; Da vida que passa (contos), 1918; Contos  maduros, 1918; Crónicas de Viagem, 1922; O meu crime (folhetins de A  Capital), 1923; Tito e Tátá, no país da fantasia (literatura infantil), 1928;  Branco e Negro (contos), 1929; Contos escuros, 1931; Nau Catrineta (literatura infantil), 1931; Contos alegres, 1932; A Casa do Diabo (policial),  1933.  Dentro do género humorístico, onde obteve grandes triunfos, Armando  Ferreira foi autor de várias obras: Amor de Perdigão, 1938; A Família Piranga,  1939; As Aventuras de D. Martinho de Aguilar em Lisboa, 1939; A Barata  Loira, 1941; Glória, 1941; Um livro de Graça, 1942; Sorte Grande, 1942, Os  meus fantoches (contos), 1943, Coisas da Maria Rita, 1944, Remédio das  Caldas (romance humorístico), 1944, prefácio à organização da Antologia de  Humoristas Portugueses, Falecidos até 1945; Caixinha de Rapé (Filosofia dos  que riem, 1946; Fortuna (Romance Alegre de Costumes Populares), 1947;  Antologia de Humoristas Franceses, Italianos, Húngaros e Portugueses  Contemporâneos, 1948.  Como autor, Armando Ferreira legou-nos uma obra em que revisita sobretudo  temas camilianos. Até nos títulos escolhidos se encontra a influência de  Camilo. Nomeadamente, as Aventuras de D. Martinho de Aguilar em Lisboa um (quase) trocadilho das «Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado» e o  Amor de Perdigão.  Escreveu Lisboa sem camisa, uma popularíssima e sensacional série publicada  a partir dos anos 30 onde fazia um retrato caricaturado de figuras e costumes  lisboetas. Pegando na história do personagem Moisés Antunes, cujo  nascimento e baptizado tinham sido descritos na obra “Lisboa em Camisa”, de  Gervásio Lobato, Armando Ferreira desenvolveu a sua vida na trilogia Lisboa  sem camisa composta por O Casamento de Fifi Antunes, 1935; O baile dos  Bastinhos, 1936 e o Galã de Alcântara, 1937. 3 Beco do Alegrete, ou Crónicas Alegres Lisboetas publicado em 1957 reúne  algumas crónicas escritas no Diário Popular. No prefácio, ou como o autor lhe  chama Conferência de Imprensa, refere que “este livro editado por Guimarães  Editores, com 208 páginas, capa em boa cartolina, desenho do artista Stuart  Carvalhais, e que se venderá por uma ninharia, coloca-se na obra do autor  como novidade entre os géneros literários que… aflorou.  Não é, como anteriormente, romance alegre ou ramalhete de contos  humorísticos, nem livros de máximas piadéticas, mas repositório de crónicas  citadinas, que entronca o caso de hoje no interesse de sempre, enlaça o  efémero de um acontecimento real na perenidade dos tipos imaginados, de  forma que qualquer semelhança entre as figuras do texto e pessoas  conhecidas… foi de propósito que se procurou sugerir ou insinuar. O autor que  se encontrava roendo a sua reforma literária foi solicitado, devido à falta no  mercado de comentadores alegres entre as aves de pena, a regressar às lides  do jornalismo, e este livro, como diria um critico de há cem anos, é o  «escrínio onde o Futuro encontrará conservados os frutos de uma observação  irónica e… semanal à vida do nosso tempo, e que, doutra forma, o vento do  esquecimento levaria para sempre.»  Armando Ferreira explica ainda a razão do livro se chamar Beco do Alegrete:  “Titulo subjectivo e simbólico. O autor nasceu lá mesmo, entre os refolhos  apertados do olhinho da alface, e, como alfacinha da gema, ama esses tipos,  lugares, costumes entre os quais poetizou e viveu a sua vida. O Beco pode ser  mal iluminado e exalar cheiros ; gosta dele como se gosta de queijo  gruyère, embora também cheio de buracos. Fica situado… no extremo do  bairro; é recolhido, pitoresco, e, nos últimos tempos, tem sido muito visitado  por curiosos estrangeiros para tirarem fotografias às inovações típicas que à  pressa se põem em prática para lhe quebrar o encanto do seu isolamento, da  sua sinceridade e poesia.”  Algumas das suas obras têm como cenário a cidade de Lisboa, que Armando  Ferreira descreve com bastante humor e graça. Nas Aventuras de D. Martinho  de Aguilar, da Livraria Editora Guimarães, por exemplo, faz referencia às  diversas colinas da cidade: “À esquerda, avançado sobre o horizonte, o 4 maciço onde o Castelo de S. Jorge assentava suas largas bases. As casas  pobres marinhavam pelas encostas, mal deixando lugar às árvores, como  musgo nas pedras históricas. Ao longe, o rio, e velas pandas andavam lentas  parecendo paradas. Mas a atracção maior era o mar de telhados, em  ondulação caprichosa pela natureza do terreno, labirinto de vidas ricas e vidas , iguais na amálgama que faz o povoado. Um ou outro bloco isolado,  enorme quartel, hospital ou fábrica, e no limite do horizonte a silhueta  recortada de uma basílica em curvas equilibradas a contrastar com as linhas  rectas das empenas, dos telhados e dos terraços. D. Martinho dizia: As sete  colinas afinal devem ser dezoito ou mais… Mas é o que dá graça a este  panorama.”  Numa carta que D. Mariquinhas escreve a seu pai Mateus Vicente a contar os  seus passeios com o se padrinho, D. Martinho, em Lisboa, descreve esta  cidade, as pessoas e os seus costumes e compara-as com a sua aldeia: “Há  também grandes lagos com repuxos, na praça grande, o Rossio cá da terra,  mas também por causa das economias, nunca deitam água. (…) Há jardins  bonitos onde brincam os meninos, alguns em carrinhos; o padrinho descobriu  que eram todos estrangeiros, porque os nascidos cá, são criados com todos os  cuidados, em casa, para não se constiparem. (…) No entanto, o maior e o mais  bonito, é o Campo Grande; como é muito grande não vai para lá ninguém,  com medo de se perderem. Preferem todos acotovelar-se nas ruas estreitas e  sem árvores cá do centro da cidade”  campo do Teatro, escreveu várias peças de teatro, Nuvem que passa, em  1914, Avalanche, no teatro da Trindade, em 1922 e As três pancadas, em  colaboração com Abreu e Sousa, em 1933. Fez parte do júri de peças de  teatro do S. N. I. (Secretariado Nacional de Informação) e de peças para a  Emissora Nacional. Foi ainda crítico teatral em várias publicações como A Capital, o Notícias Ilustrado, o Jornal do Comércio e o Diário Popular. Em  1958, passou a ser administrador da Companhia Amélia Rey Colaço – Robles  Monteiro. 5 “Espírito culto, vivo, saltitante, sempre com sorriso nos lábio, um lampejo no  olhar, um trocadilho na ponta da língua, um livro em perspectiva” 3 Armando  Ferreira faleceu a 3 de Dezembro de 1968. Deixou uma obra ímpar, tendo  alcançado as mais altas tiragens do mercado livreiro português.  Até ao fim da sua vida conservou a frescura, a vivacidade, o interesse, o gosto  pela boémia. Como costumava dizer “Na vida o mais difícil de fazer, é não  fazer nada”. Por isso trabalhou sempre, até ao fim.