• Tag Archives Biografia
  • Camões e as Artes Plásticas

    Camões e as Artes Plásticas
    Camões e as Artes Plásticas «€80.00»

    B. Xavier Coutinho – Camões e as Artes Plásticas «Subsídio para a Iconografia Camoneana – Livraria Figueirinha – Porto – 1946/49. Desc. 466 + 478 Pág / 26 cm x 19 cm / Br. Ilust.


  • O Pescador Que Quis ser Monge e Foi Santo (S. Gonçalo de Lagos)

    O Pescador Que Quis ser Monge e Foi Santo (S. Gonçalo de Lagos)
    O Pescador Que Quis ser Monge e Foi Santo (S. Gonçalo de Lagos) «€30.00«

    Antero Nobre – O Pescador Que Quis ser Monge e Foi Santo (S. Gonçalo de Lagos) – Separata do Jornal «Povo Algarvio» – Tavira – 1957. Desc. 181 pág / 20 cm x 13 cm / Br. Ilust.

    Antero Nobre – Historiador, político e jornalista, nasce em Moncarapacho em 1910 e falece em Olhão em 1997. Foi um dos intelectuais olhanenses mais produtivos, pertencente à tríade intelectual de ouro da segunda metade do séc. XX (onde também incluo Francisco Fernandes Lopes e Alberto Iria). Desde cedo apresentou grande interesse pelas letras e pela cidadania empenhada em Olhão e no Algarve.Embora tendo frequentado a Faculdade de Letras, não concluiu o curso. Foi, durante anos, funcionário do Instituto Nacional das Actividades Económicas, tendo-se aposentado por motivos de saúde, passando então a exercer o magistério.Atendendo ser politicamente da confiança do Estado Novo exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Olhão entre  1950 e inícios de 1953, por alegado desentendimento com uma facção interna do regime.Teodomiro Neto, que o conheceu em 1988, revela no jornal O Olhanense de 1-3-2003 que Antero Nobre “era um mestre no diálogo. Homem culto, sedutor no dizer a palavra muito certa e pensada. Deu-me novidades sobre João Lúcio e a sua tragédia familiar; contou-me histórias amorosas. Do Alberto Iria. Da Maria Eduarda Gonzalo. Deste e daquela. (…) Abalei do Largo de S. Sebastião embriagado pela arte das palavras. Pela engenharia mental dum homem, perto dos oitenta anos (…)”. Sendo um exímio orador e contador de histórias, não resisto a revelar uma história picaresca que ele contava aos amigos: mal foi nomeado para o cargo de Presidente da Câmara, recebeu a visita da matrona-gerente da casa de meninas mais chique da terra – a Srª Dona Rosa Eleutério -, disponibilizando os serviços da sua casa, gratuitamente e discretamente, enquanto o mesmo exercesse o seu digno mandato! Parece que este convite era, nessa época saudosa, habitual logo nos primeiros dias de todos os Presidentes da Câmara de Olhão…A sua ligação ao regime salazarista foi patenteada pelas condecorações que a Legião Portuguesa lhe deu – medalha de Dedicação de Prata e, depois, de Oiro. Foi redactor principal do Correio do Sul, de Faro, do Correio Olhanense e do O Olhanense. Antero Nobre foi muito acarinhado pela população de Olhão, ainda em vida, tendo recebido em homenagem medalhas da autarquia em 1969 e em 1984, fazendo o seu nome parte da toponímica da cidade. Quando faleceu, em 1997, com 87 anos, era Presidente da Assembleia Geral da Associação da Imprensa Regionalista Algarvia, Coordenador da Delegação de Olhão da Universidade do Algarve para a Terceira Idade e Vice-presidente do Clube Simpatia.


  • Afonso Costa

    Afonso Costa
    Afonso Costa «€30.00»

    A. H. de Oliveira Marques – Afonso Costa – Editora Arcádia – Lisboa – 1972. Desc. 429 pág / 20 cm x 14,5 cm / Br. Ilust.

     

     

    Afonso  Augusto  da Costa  (Seia, 6 de Março de 1871 — Paris, 11 de Maio de 1937), conhecido apenas por Afonso Costa, foi um advogado, professor universitário, político republicano e estadista português. Foi um dos principais obreiros da implantação da República em Portugal e uma das figuras dominantes da Primeira República. Em 1883 realizou, na Guarda, os primeiros exames secundários, ingressando no Liceu da Guarda em Outubro desse mesmo ano. A partir de 1886 frequentou o Colégio de Nossa Senhora da Glória, no Porto, para aí concluir o ensino secundário. Matriculou-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra no ano de 1888. Aluno distinto, foi premiado nos 4.º e 5.º anos, tendo concluído a sua formatura em 1894, tomando o grau de licenciado em 17 de Janeiro de 1895. Nesse mesmo ano fez acto de conclusões magnas em 24 e 25 de Maio, doutorando-se a 9 de Junho com a dissertação A Igreja e a questão social, obra em que ataca violentamente a então recente encíclica Rerum novarum. Nomeado docente da Universidade de Coimbra em Abril de 1896, logo em Agosto de 1900 foi nomeado lente. O Doutor Afonso Costa, nome por que é mais vulgarmente conhecido, foi considerado como um dos académicos mais notáveis do seu curso, e, quando nomeado lente, era o mais novo de todo o corpo catedrático. No exercício da advocacia revelou-se sempre como um dos mais brilhantes ornamentos do foro. Rapidamente se distinguiu pelas suas ideias políticas, cedo se afirmando como republicano. Notabilizou-se em1897 no protesto contra o plano do governo progressista de alienar as linhas-férreas do Estado. No comício que se realizou em 13 de Junho desse ano no Porto, na rua do Bonjardim, o Doutor Afonso Costa foi um dos oradores mais fluentes, apresentando-se pela primeira vez publicamente; e foram tão convincentes as suas palavras, que desde logo ficou considerado um dos mais valiosos vultos do Partido Republicano Português. Quando no Verão de 1899 se declarou no Porto uma epidemia de peste bubónica, as medidas preventivas a que a cidade foi submetida, por ordem do governo progressista, causaram o descontentamento geral da população. Aproveitando essas circunstâncias, o Partido Republicano apresentou no Porto, apoiado pelo jornal republicano Voz Pública, as candidaturas do Doutor Afonso Costa, de Xavier Esteves e de Paulo Falcão. Extremamente disputadas entre monárquicos e republicanos, as eleições realizaram-se a 16 de Novembro, ficando eleitos os três candidatos republicanos. Contudo, o governo conseguiu que esta eleição fosse anulada arbitrariamente no tribunal de verificação de poderes, o que ainda exaltou mais os ânimos.Marcada a repetição da eleição, os três candidatos eram novamente apresentados ao sufrágio, agora apoiados pelo jornal republicano O Norte, cujo primeiro número saiu a 21 de Janeiro de 1900. O acto eleitoral realizou-se a 18 de Fevereiro, e a despeito de todas as pressões, o Porto tornou a eleger os três deputados republicanos, facto que causou a maior impressão no país e que fez com que ficassem conhecidos como os deputados da peste, já que a sua eleição foi atribuída ao descontentamento criado pelas medidas impostas pelo governo para controlo da epidemia de peste bubónica no Porto. Caindo o ministério progressista, e subindo ao poder o Partido Regenerador, procedeu-se à eleição de deputados em 25 de Novembro do referido ano de 1900, e o Partido Republicano Português apresentou novamente os três candidatos, mas desta vez não foram reeleitos. De feitio truculento, agrediu Sampaio Bruno em 1902 numa disputa célebre (em Junho de 1914 desafiaria António José de Almeida para um duelo). Foi iniciado na maçonaria em 1905. Foi deputado republicano durante a monarquia constitucional em 1899 (deputado da peste), 1906-1907, 1908 e 1910. Afonso Costa revelou-se um distinto parlamentar e um dos mais temíveis inimigos das instituições monárquicas. Orador fluente, os seus discursos eram atentamente escutados.