• Discursos e Notas Politicas( Oliveira Salazar)

    Discursos e Notas Politicas ( Oliveira Salazar) «€250.00»

    Oliveira Salazar – Discursos e Notas Politicas – Vol.º [I] (1928-1934) / Vol.º [II] (1935-1937) / Vol.º [III] (1938-1943) / Vol.º [IV] (1928-1943) / Vol.º [V ] (1951-1958) / Vol.º [VI] (1959-1966) – Coimbra Editora – Coimbra – Coimbra – 1934/1966. Desc.[LXXVII] + [397] + [XXIII] + [399] + [XV] + [419] + [584] + [530] + [446] pág / 19,5 cm x 14 cm / E. Pele

     

    António de Oliveira Salazar  (Vimieiro, Santa Comba Dão, 28 de abril de 1889 — Lisboa, 27 de julho de 1970) foi um estadista nacionalista português que, além de chefiar diversos ministérios, foi presidente do Conselho de Ministros do governo ditatorial do Estado Novo e professor catedrático de Economia Politica, Ciência das Finanças e Economia Social da Universidade de Coimbra. Foi nomeado doutor Honoris causa, em 1940, pela Universidade de Oxford. Nascido no seio de uma família humilde de pequenos proprietários agrícolas, o seu percurso no Estado português iniciou-se quando foi escolhido pelos militares para Ministro das Finanças durante um curto período de duas semanas, na sequência da Revolução de 28 de Maio de 1926. Foi substituído pelo comandante Filomeno da Câmara de Melo Cabral após o golpe do general Gomes da Costa. Posteriormente, foi de novo Ministro das Finanças entre 1928 e 1932, procedendo ao saneamento das finanças públicas portuguesas. Ficou também para a história como o estadista que mais tempo governou Portugal, desempenhando funções em ditadura entre 1932 e 1933, e de forma autoritária, desde o início da segunda república até ser destituído em 1968. Figura de destaque e promotor do Estado Novo (1933–1974) e da sua organização política, a União Nacional, Salazar dirigiu os destinos de Portugal como presidente do Ministério de forma ditatorial entre 1932 e 1933 e, como Presidente do Conselho de Ministros entre 1933 e 1968. Os autoritarismos e nacionalismos que surgiam na Europa foram uma fonte de inspiração para Salazar em duas frentes complementares: a da propaganda e a da repressão. Com a criação da Censura, da organização de tempos livres dos trabalhadores FNAT e da Mocidade Portuguesa, o Estado Novo procurava assegurar a doutrinação de largas massas da população portuguesa ao estilo do fascismo, enquanto que a sua polícia política (PVDE, posteriormente PIDE e mais tarde ainda DGS), em conjunto com a Legião Portuguesa, combatiam os opositores do regime que, eram julgados em tribunais especiais (Tribunais Militares Especiais e, posteriormente, Tribunais Plenários). Inspirado no fascismo e apoiando-se na doutrina social da Igreja Católica, Salazar orientou-se para um corporativismo de Estado, com uma linha de acção económica nacionalista assente no ideal da autarcia. Esse seu nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e suas colónias, que tiveram grandes impactos positivos e negativos durante todo o período em que exerceu funções.

     


  • Apontamentos Para a História da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte Escritos Pelo Padre Casimiro Finda a Guerra em 1847-1847

    Apontamentos para a História da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte Escritos pelo Padre Casimiro Finda a Guerra em 1847
    Apontamentos Para a História da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte Escritos Pelo Padre Casimiro Finda a Guerra em 1847 «€10.00»

    Padre Casimiro – Apontamentos Para a História da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte Escritos Pelo Padre Casimiro Finda a Guerra em 1847 – Edições Antigona – Lisboa – 1981. Desc. [182] pág / 21 cm x 12 cm / Br.


  • Vida e Morte de Faustino Cavaco

    Vida e Morte de Faustino Cavaco
    Vida e Morte de Faustino Cavaco «€50.00»

    Faustino Cavaco – Vida e Morte de Faustino Cavaco – (Organização de Rogério Rodrigues) – Edição Heptágono – 1989. Desc.[516] pág / 21 cm x 14 cm / Br. «1.ª Edição»

     

    Resultado de imagem para Vida e Morte de Faustino CavacoHá 30 anos, seis condenados escapavam da cadeia. Os “Cavacos” eram os mais mediáticos e Faustino o mais temido. Bruno Vieira Amaral recorda os crimes e a paranóia colectiva que tomou conta de Portugal. Por volta das quatro e meia da tarde de 28 de Julho, Germano Ramiro Raposinho, de 32 anos e a cumprir uma pena de 25 por homicídio, dirigiu-se ao edifício da portaria para entregar toalhas lavadas para a casa-de-banho. Apesar da reconhecida perigosidade, Raposinho, um algarvio filho de negociantes de peixe, trabalhava na lavandaria e, como tal, beneficiava de alguma liberdade de movimentos no interior da prisão. Recebido pelo guarda António José Paulino, atingiu-o de imediato com dois tiros de uma pistola escondida entre as toalhas. Outros cinco reclusos que aguardavam no pátio juntaram-se a Raposinho. No interior do edifício, destruíram o rádio para impedir comunicações com o exterior e arrombaram o armeiro de onde tiraram quatro G3 e cinco pistolas. Três guardas que tentaram travar a fuga foram abatidos a sangue-frio e outro ficou ferido. Outros três foram feitos reféns e usados como escudo pelos cadastrados para chegarem ao exterior. Aí entraram numa carrinha celular Ford Transit e, já na estrada, dispararam rajadas de metralhadora na direcção de uma bomba de gasolina nas imediações da prisão, com o provável intuito de provocar uma explosão que atrasasse a perseguição. Poucos quilómetros à frente, no cruzamento de Grândola e do Carvalhal, mandaram parar um Ford Fiesta de matrícula espanhola (BI-4624-YO), expulsaram os ocupantes. Quatro dos fugitivos entraram para o carro tendo os outros dois seguido viagem na Ford Transit. Ainda precisavam de outro carro, que não demoraram a encontrar. Era um Ford Escort branco de um casal que ia de férias para o Algarve. A mulher só pediu que não fizessem mal ao gatinho que levava ao colo. Os fugitivos abandonaram o carro celular com os reféns lá dentro (um dos cadastrados terá defendido que os deveriam matar, tendo sido dissuadido pelos outros), dividiram-se em dois grupos de três e seguiram para Sul nas viaturas roubadas. A partir daí a polícia perdeu-lhes o rasto. Do grupo de seis fugitivos faziam parte dois ex-pára-quedistas, Augusto José Ramalho, o “Tony”, e José Fernandes Gaspar, o “Zé Guerreiro”, o primeiro condenado a cinco anos por roubo e o segundo a vinte anos por assalto à mão armada. Carlos Alberto Ferreira Pereira, natural de Alenquer e conhecido como “Carlos da Malveira”, cumpria uma pena de dezassete anos também por assalto à mão armada. Os outros três eram algarvios: Germano Raposinho, que cumpria a pena mais pesada pelo homicídio de um funcionário de uma bomba de gasolina durante um assalto, era de Quarteira; Vítor Clemente Cavaco, de 32 anos, o “Vítor Ameixa”, condenado a 17 anos por vários roubos, era natural de Loulé; José Faustino Cavaco, o “Americano”, condenado a 19 anos pelo homicídio de um agente da PSP, Manuel Laginha, que teria sido seu cúmplice em vários assaltos, era de Salir, concelho de Loulé.